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28 de setembro de 2021

Suicídio: É importante estarmos atentos para as mudanças

Autora: Ewelyne do Nascimento Vieira (CRP13/6200)

Tratado como tabu pela sociedade, o suicídio acaba sendo bastante falado durante este mês por conta do Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção desta situação tão difícil. Entretanto, não percebemos a continuação do assunto no que diz respeito aos demais meses do ano, especialmente com relação as crianças e adolescentes. 

Se faz pertinente a análise do que nos motiva a pensarmos o porquê de não levarmos em consideração o sofrimento de crianças e adolescentes. É como se não fosse compreensível que elas não possuam motivações necessárias para que entrem em um nível de sofrimento psíquico tão profundo que possa colocar fim nas suas vidas. 

É importante estarmos atentos para as mudanças comportamentais ou qualquer movimento controverso de uma “normalidade” das crianças e adolescentes, as quais comunicam-se de maneiras diferentes dos adultos; podemos perceber alguns fatores de risco para essas faixas etárias, que podem surgir como motivações para diversos tipos de comportamentos ou tendências suicidas: morte de algum ente querido, bullying, desesperança, suicídio de algum colega, depressão, ansiedade, dentre outros.

Perceber crianças ou adolescentes com um olhar acolhedor acerca das suas dores é um movimento fundamental para tentarmos suprir o comportamento autodestrutivo; devemos questioná-las diretamente sobre o que elas sentem para que ocorra uma intervenção de maneira significativa e direta, com possível impedimento de qualquer ato extremo. O olhar atento dos pais, escola e/ ou responsáveis é imprescindível, para reconhecer e perceber sinais que indiquem algum tipo de risco, e com isso procurar a rede de apoio para oferecer o suporte profissional necessário, podendo ser através do serviço de Saúde Mental especifico para crianças e adolescentes: o CAPSi e/ou encaminhamentos para acompanhamento psicoterapêutico, caso seja necessário.